REPENSANDO O PAPEL DA FAMILIA
PALESTRA APRESENTADA NO 30. ENCONTRO JORNAL NA EDUCACAO - DIÁRIO DA REGIAO
LOCAL: ACIRP - SAO JOSÉ DO RIO PRETO - SP
DATA: MAIO/2011
O que é uma família?
A estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interação regular e recorrente também ela, socialmente aprovada.
Ao pensarmos este tema, atualmente, percebemos que existe uma multiplicidade de formas e sentidos da palavra família, construída com a contribuicao das várias ciencias sociais e podendo ser pensada sob os mais variados enfoques através dos diferentes referenciais academicos ou a partir das experiencias particulares no senso comum.
Observamos também que, apesar das grandes mudanças e das novas formas de agrupamentos familiares que observamos nos dias de hoje, predomina ainda em nossa cultura um modelo de família considerado como o “ideal’’: o da familia nuclear.
Família nuclear é a "família tradicional", que consiste num homem, numa mulher e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando num ambiente familiar comum.
Devido a fenômenos sociais, como o divórcio, óbito, abandono de lar, ilegitimidade ou adoção de crianças por uma só pessoa, existem também famílias com uma estrutura de pais únicos ou monoparental. A família ampliada ou consangüínea é outra estrutura, que consiste na família nuclear mais os parentes diretos ou colaterais, existindo uma extensão das relações entre pais e filhos para avós, pais e netos.
A autora francesa Christiane Collange é uma ferrenha defensora desta instituição e foi para reabilitá-la que ela escreveu o livro 'Defina uma família'.
Segundo a autora, para se viver uma existência gratificante, é preciso perceber que as famílias de hoje não são iguais às de antigamente. Hoje, os velhos vivem mais e são obrigados a conviver por mais tempo com as novas gerações. A maior parte das mulheres trabalha fora e algumas já começam a procurar parceiros mais novos, como os homens já faziam há algum tempo.
Tendo em vista o processo de transformação pelo qual o chamado núcleo familiar (pai, mãe e filhos) passou nos últimos anos, hoje, é impossível idealizar um único tipo de família, já que vivemos numa sociedade diversificada étnica, cultural, social e economicamente
Hoje, a regra número um para a convivência entre avós, pais, filhos, netos e filhos das mulheres de seus filhos etc... é pregar a paz e aceitar as diferenças de cada um, adaptando-se constantemente.
As famílias passaram por uma mudança organizacional muito grande, mas ainda vivem uma cultura de solidariedade e, independentemente da forma de organização familiar, sabemos que a família é um veículo privilegiado de transmissão de valores, como justiça, solidariedade, educação, saúde, respeito e responsabilidade.
Recentes pesquisas de Psicanálise e de Psicologia social colocam em destaque o fato de a conduta dos filhos na escola e em casa ser, em grande parte, uma reação ao comportamento dos pais para com os filhos. Isto é a tal ponto verdadeiro, que se constatou que a maioria dos problemas de comportamento, tais como a ausência de atenção, violência ou instabilidade, são causados pela conduta e pelas atitudes dos pais. Já é lugar-comum a afirmação de que há mais “pais problemas” do que “filhos problema”.
O certo é que o ambiente familiar, independentemente de seu modelo, é a base de construção da cidadania de cada indivíduo.
Cabe aos pais o papel de educar os filhos. A educação é a condição básica para o convívio social e são os valores que direcionam as condutas sociais.
Os conflitos emocionais na primeira infância tornam a pessoa mais suscetível aos conflitos e à insegurança na vida adulta.
Desse modo, o processo educativo deve voltar-se para o fluxo da vida: o crescimento. Sendo atendidas as necessidades de amor e compreensão, a criatividade e a espontaneidade poderão se desenvolver.
A criança educada num ambiente de relações maduras alcançará maturidade própria. Será capaz de ter suas próprias idéias e se manterá independente das opiniões flutuantes da sociedade. Sua vida será marcada pela fé, pela confiança e pelo amor, mesmo sob condições adversas.
Neide Aparecida Nery
A estrutura familiar compõe-se de um conjunto de indivíduos com condições e em posições, socialmente reconhecidas, e com uma interação regular e recorrente também ela, socialmente aprovada.
Ao pensarmos este tema, atualmente, percebemos que existe uma multiplicidade de formas e sentidos da palavra família, construída com a contribuicao das várias ciencias sociais e podendo ser pensada sob os mais variados enfoques através dos diferentes referenciais academicos ou a partir das experiencias particulares no senso comum.
Observamos também que, apesar das grandes mudanças e das novas formas de agrupamentos familiares que observamos nos dias de hoje, predomina ainda em nossa cultura um modelo de família considerado como o “ideal’’: o da familia nuclear.
Família nuclear é a "família tradicional", que consiste num homem, numa mulher e nos seus filhos, biológicos ou adotados, habitando num ambiente familiar comum.
Devido a fenômenos sociais, como o divórcio, óbito, abandono de lar, ilegitimidade ou adoção de crianças por uma só pessoa, existem também famílias com uma estrutura de pais únicos ou monoparental. A família ampliada ou consangüínea é outra estrutura, que consiste na família nuclear mais os parentes diretos ou colaterais, existindo uma extensão das relações entre pais e filhos para avós, pais e netos.
A autora francesa Christiane Collange é uma ferrenha defensora desta instituição e foi para reabilitá-la que ela escreveu o livro 'Defina uma família'.
Segundo a autora, para se viver uma existência gratificante, é preciso perceber que as famílias de hoje não são iguais às de antigamente. Hoje, os velhos vivem mais e são obrigados a conviver por mais tempo com as novas gerações. A maior parte das mulheres trabalha fora e algumas já começam a procurar parceiros mais novos, como os homens já faziam há algum tempo.
Tendo em vista o processo de transformação pelo qual o chamado núcleo familiar (pai, mãe e filhos) passou nos últimos anos, hoje, é impossível idealizar um único tipo de família, já que vivemos numa sociedade diversificada étnica, cultural, social e economicamente
Hoje, a regra número um para a convivência entre avós, pais, filhos, netos e filhos das mulheres de seus filhos etc... é pregar a paz e aceitar as diferenças de cada um, adaptando-se constantemente.
As famílias passaram por uma mudança organizacional muito grande, mas ainda vivem uma cultura de solidariedade e, independentemente da forma de organização familiar, sabemos que a família é um veículo privilegiado de transmissão de valores, como justiça, solidariedade, educação, saúde, respeito e responsabilidade.
Recentes pesquisas de Psicanálise e de Psicologia social colocam em destaque o fato de a conduta dos filhos na escola e em casa ser, em grande parte, uma reação ao comportamento dos pais para com os filhos. Isto é a tal ponto verdadeiro, que se constatou que a maioria dos problemas de comportamento, tais como a ausência de atenção, violência ou instabilidade, são causados pela conduta e pelas atitudes dos pais. Já é lugar-comum a afirmação de que há mais “pais problemas” do que “filhos problema”.
O certo é que o ambiente familiar, independentemente de seu modelo, é a base de construção da cidadania de cada indivíduo.
Cabe aos pais o papel de educar os filhos. A educação é a condição básica para o convívio social e são os valores que direcionam as condutas sociais.
Os conflitos emocionais na primeira infância tornam a pessoa mais suscetível aos conflitos e à insegurança na vida adulta.
Desse modo, o processo educativo deve voltar-se para o fluxo da vida: o crescimento. Sendo atendidas as necessidades de amor e compreensão, a criatividade e a espontaneidade poderão se desenvolver.
A criança educada num ambiente de relações maduras alcançará maturidade própria. Será capaz de ter suas próprias idéias e se manterá independente das opiniões flutuantes da sociedade. Sua vida será marcada pela fé, pela confiança e pelo amor, mesmo sob condições adversas.
Neide Aparecida Nery
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